14 May 2007

Porquês - Ennin cýnen...


Eu acreditei porque eu quis.

Eu indaguei porque não sabia.

Eu sou porque eu fui.

Eu quis por que eu acreditei?

Não sabia porque indaguei.

Eu fui por que eu sou?

Porque quis eu acreditei...

Não sabia por que indaguei...


Sou como um pássaro cego numa gaiola. Se pudesse ver, acharia que estou preso, e me indagaria o porquê. Se me indagasse o porquê, deixaria de ser livre, como era. Se me indagasse o porquê, poderiam-me arrancar à gaiola, e eu seria ainda um pássaro numa gaiola. Mas sou cego. Não me indago porquês e por isso posso aproveitar ao máximo essa liberdade em potencial. E um dia alguém virá, e me indagará o porquê, e então poderei abrir os olhos e ser livre. Os porquês são tão falaciosos quanto grades de ar...

Não compreendo os que pensam que os porquês remetem a uma coisa. Acho muito desatentos os que acham que os porquês remetem a duas coisas. Não direi mais nada.

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Oi, te vi na comu do orkut! Adorei o seu texto, achei seu blog bem legal... Sempre que der, darei uma passada aqui! Bjooo!

5/22/2007 12:13 PM  
Anonymous Anonymous said...

Pois eu acho que saber é bom.

6/25/2007 10:11 PM  

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